Violinista lança hoje o 1º CD de sua jam band

Violinista lança hoje o 1º CD de sua jam band

Violinista norte-americano lança hoje o 1º CD de sua jam band, a Jambrosia

Por: Mariana Moreira

Correio Braziliense

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O Jambrosia se reuniu em 2009 para tocar as variadas influências do violinista: de John Coltrane a música árabe

Desde pequeno, o violinista norte-americano Ted Falcon é habituado à sonoridade da bossa nova e das refinadas composições de Villa-Lobos, que ecoavam da vitrola de seu pai, guitarrista profissional. Depois de estudar chorinho, Falcon criou uma banda para difundir o ritmo em seu país de origem. Há sete anos, vive, respira e toca choro e outras expressões musicais genuinamente nacionais. Casado com uma brasileira, adotou Brasília como sua nova casa. Depois de tantos anos de fidelidade às raízes musicais tupiniquins, ele decidiu resgatar o passado e fazer uma releitura de suas outras influências. “Dessa vez, queria investir em um projeto que resgatasse minhas raízes e mostrasse quem eu sou. Mas a vida é longa e logo

voltarei ao choro”, avisa. O resultado é um grupo batizado de Jambrosia (1), que lança o primeiro disco hoje, às 21h, no Clube do Choro.
E não é só sua porção jazzística que está presente nas 10 m

úsicas compostas por Falcon e gravadas pelo grupo no álbum homônimo. Além do groove à la James Brown, ele investe em guitarras ao estilo de Led Zeppelin, traz elementos de música africana e até mesmo de mahsum, um ritmo árabe. “Antes de tocar música brasileira, fazia rock e até música cubana. Também gosto de música árabe e já gravei um disco inspirado na dança do ventre”, revela o artista, que também foi influenciado por John Coltrane, Jean-Luc Ponty, Pat Metheny, Chick Corea e a Mahavishnu Orchestra, banda americana setentista que unia rock, jazz, instrumentos eruditos e sons eletrônicos.
Na fase atual, o violinista, na verdade multi-instrumentista, investe na proposta das jam bands — que ensaiam com antecedência as próprias músicas, mas abrem espaços (longos) para improvisos —, em voga nos Estados Unidos. Em Jambrosia, ele é acompanhado por Marcus Moraes (guitarra elétrica), Rafael dos Santos (bateria), Eduardo Belo (baixo), Rafael dos Anjos (violão) e Serge Frasunkiewicz (órgão, piano e teclados).
Assim como o show, o disco — produção independente gravada este ano no Estúdio Beco da Coruja — tem o espírito das jam bands, mas é, essencialmente, música para dançar. Falcon avisa que o objetivo não é demonstrar o virtuosismo da banda, e sim criar um clima dançante e acessível aos que não acompanham as digressões instrumentais. “Tem baixo de jazz, bateria de jazz, pode até ter piano de jazz, mas a batida é do rock”, afirma.
O nome do grupo, criado em 2009, é uma brincadeira sonora e gastronômica: mistura o termo jam band à ambrosia, um doce que o autor considera delicioso, de nome sonoro e que ainda carrega a pecha de ser o néctar dos deuses.

 

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